A secretaria da Saúde realizou durante esta sexta-feira, 12 de maio, na câmara de vereadores a segunda etapa da 1ª Conferência de saúde da mulher. Palestras, debates e apresentações fizeram parte das atividades realizadas. Esta conferência vem para contribuir com outras ações destinadas à população feminina do município.

 

Dando continuidade ao evento promovido pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foram convidadas palestrantes para o segundo dia de atividades, além de representantes das secretarias de saúde de outros municípios.

Elisângela Silveira, assistente social, em sua palestra lembrou da importância que a união entre as unidades de atendimento devem ter quando recebem vítimas de violência. Falou também da lei Maria da Penha. Declarou“ a denúncia nos causa medo” se referindo aos possíveis desdobramentos de denunciar um agressor e este se voltar contra o denunciante. E, “como vou garantir que eu não vá sofrer violência depois?” continuou, para em seguida responder: “a denúncia é feita de forma anônima” e garante a integridade do delator.

Na segunda palestra do dia a convidada foi Aline Eggers, vice-presidente da comissão estadual da mulher advogada. Começou seu pronunciamento destacando que vivemos uma situação de “banalização social da violência”, para depois afirmar que a omissão em casos de violência contra a mulher é conivência com o crime. Cobrou a implementação de políticas públicas que amparem devidamente as vítimas e explicou como funciona o Ligue 180. Toda vez que é feita uma ligação para o disque-denúncia 180, é encaminhado ao órgão competente regional o dever de intervir na situação problemática.

Em seguida, a enfermeira Clarissa Troyano conduziu sua palestra pautada nos métodos que podem otimizar os atendimentos médicos na rede pública de saúde. Lembrou da capacidade que o Sistema Integrado da Mulher (SIM) tem de proporcionar maior amparo e segurança às mulheres de Alvorada.

Logo após uma breve pausa para o café (Coffee Break) o Grupo de Danças Ciganas da cidade de Esteio se apresentou.

Boa parte dos participantes da conferência era de pessoas com deficiência auditiva, porém este fato não impediu que as atividades ocorressem normalmente, pois haviam interpretes da língua brasileira de sinais. Todos as falas foram traduzidas aos deficientes auditivos, inclusive as perguntas feitas por eles foram traduzidas em tempo real, para que todos participassem integralmente do evento.

O período da tarde foi destinado à escolha e votação das propostas dos 3 grupos formados ainda no período matutino, conforme o cronograma.

 Texto/Fotos: Mauricio Velasques / Revisão-Edição: Fábio Medeiros