Cristiane Alves da Cunha
Vanessa Fonseca

Nas últimas décadas, com o ordenamento legal, uma nova população ingressa nas escolas regulares, desafiando a gestão dos processos de ensino e aprendizagem. Sendo assim, a escola tem diante de si, o desafio de sua própria recriação.

Stainback e Stainback (1999) consideram que uma escola em que a inclusão está presente, suas portas estarão abertas para todas as crianças, independente de suas diferenças, proporcionando oportunidade a todos, com estratégias e situações educacionais desafiadoras, porém respeitando as suas potencialidades e necessidades. A escola inclusiva, segundo autores, é um lugar no qual todos são aceitos, todos ajudam e são ajudados, é um local em que todos os segmentos são interligados – pais, professores, funcionários e comunidade -, a fim de que as necessidades sejam satisfeitas.

Nesse sentido, deslocar o enfoque individual, centrado no aluno, para a escola, reconhecendo e valorizando as diferenças e tendo como pressuposto a educação de qualidade para todos é imprescindível para a efetiva inclusão escolar.

A autora Carvalho (2010) destaca:

Numa sociedade que prima pelo padrão da “normalidade”, as pessoas em situação de deficiência ficam em desvantagem no processo de construção de suas identidades, porque não se enquadram com o “padrão” estabelecido como ideal. Experimentam a diferença de modo muito sofrido, porque fogem dos parâmetros convencionais. (CARVALHO, 2010, p. 21).

Quando falamos em inclusão, de maneira alguma pretendemos extinguir as diferenças, estabelecendo um padrão de normalidade e sim criar condições para que todos se desenvolvam dentro de suas potencialidades, e esse é o norteador do trabalho no Centro de Atendimento Educacional Especializado (CEMAEE Rubem Alves), integrante da estrutura da SMED, voltado para as políticas públicas educacionais e inclusão de pessoas com deficiências, transtorno global de desenvolvimento e altas habilidades/ superdotação.

O CEMAEE tem como objetivo oferecer um atendimento com foco na aprendizagem, potencializando capacidades e incentivando a aquisição do conhecimento e a socialização do educando.

O atendimento Educacional Especializado acontece durante todo o processo de escolarização do aluno no turno inverso, no qual o aluno é encaminhado pela escola. Além das escolas municipais o centro atende as creches conveniadas, APAE e Ministério Público. Sendo efetivado por profissionais especializados, com suporte de apoio sempre que for necessário.

No ano de 2013, o Atendimento Educacional Especializado começou a ser ofertado neste centro, sendo regulamentado através da Lei Municipal Nº 2754, em 28 de março de 2014. No qual contamos, atualmente, com Atendimento Pedagógico, Arteterapia e Psicomotricidade.
O Atendimento Pedagógico tem como finalidade identificar e criar estratégias de apoio minimizando as barreiras que possam dificultar o processo de aprendizagem do público-alvo do AEE, através da ludicidade, entre outros recursos e estratégias utilizadas de acordo com as particularidades de cada sujeito.

A Arteterapia, diferencia-se de outras terapias, não pelo seu propósito, mas por sua dupla condição: Ao mesmo tempo em que usa o serviço da arte como artifício, nela o aluno encaminhado não se compromete com um aprendizado sistemático de regras, tem plena liberdade de uso (ou não) de técnicas e instrumentos, o certo ou errado deixa de existir, o impossível passa a ser questionado em seu contexto. Uma vez envolvido pela proposta o indivíduo passa por uma experiência única, aumentando a autoestima e autoconfiança.

Já a Psicomotricidade, possibilita que o aluno através das atividades psicomotoras, desenvolva as habilidades: física, motoras, percepto cognitivas, sócio-afetivas, sociológicas e de expressão corporal (ritmo, movimento e dança). É uma intervenção metodológica que estuda o aluno em relação ao seu mundo interno e externo, suas possibilidades de perceber, atuar e agir com o outro, com os objetos e consigo.

É importante tecermos uma consideração relevante, após a breve apresentação do CEMAEE, segundo Mantoan e Pietro (2006) “O conhecimento sobre o ensino de alunos com deficiência não deve ser exclusivo apenas de especialistas, e, sim, de todos os profissionais envolvidos no processo de educação”.

Evidencia-se que a inclusão, mesmo que alguns ainda demonstrem resistência para sua efetivação, traz inúmeros benefícios para todos – escola, alunos, pais, professores e comunidade. Somente através de um trabalho de orientação, sensibilização e conscientização sistemática e contínua é que todos conseguirão compreender a real importância de uma educação inclusiva. Temos consciência de que as dificuldades terão, ainda, um longo caminho a percorrer. Entretanto, acreditamos que, através de pesquisas e debates frequentes, os mitos e receios em relação aqueles que apresentam diferenças poderão ser minimizados, e que um dia todos terão seus direitos respeitados.

Equipe CEMAEE 2016:

Direção: Fabíola da Silva Borgias

Administrativo: Neuza Maria Karst Lopes

Serviços Gerais: Rosimeri Rocha

Atendimentos Pedagógicos

Andiara Santos Oliveira
Andiara Klippel
Charlene da Silva Motta
Cristiane Alves da Cunha
Juçara Helena Caponi de Souza
Kelen Cristine Belchor Ferreira
Mariane Vieira Gonçalves
Priscila Simone Fagundes Claro
Vanessa Bernardes Fonseca

Psicomotricidade: Cindra Massairo ( turno manhã)

Arteterapia: Deonice Alves da Silva ( turno manhã e tarde)

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