A Secretaria Municipal de Saúde divulgou relatório do número de imunizações realizadas durante as primeiras semanas de campanha. Até agora já foram aplicadas cerca de 14 mil doses, o que representa 35% do grupo prioritário elencado pelo Ministério da Saúde. Segundo o Núcleo de Imunização da SMS, a meta para 2017 é alcançar 90% da população do grupo, que significa um aumento de 10% em comparação aos objetivos da última campanha realizada. O objetivo da ação é reduzir as complicações, internações e mortalidades resultantes da doença.

Como o vírus Influenza é facilmente mutável, a vacinação é feita anualmente para que se tenha um maior controle sobre os casos de gripe. Durante o período de campanha, espera-se que 36 mil pessoas façam a imunização. Crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, profissionais de saúde, indígenas, idosos, doentes crônicos, jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativa integram o grupo prioritário.

Conforme a enfermeira Evelize Machado, Coordenadora do Núcleo de Imunização da SMS, a procura de vacinação por crianças e gestantes está abaixo do esperado. Por isso, ela lembra da necessidade desses integrantes do grupo irem até os postos de saúde até o dia 26 de maio, quando termina a campanha. Mesmo assim, idosos e profissionais de saúde, até o momento, estão atendendo as expectativas no que diz respeito ao número de imunizados, chegando a 50% da meta já atingida.

Além do atendimento normal dos postos de saúde, no próximo sábado, 13 de maio, será realizado o Dia D para atender as pessoas que não podem comparecer de segunda a sexta-feira nos locais que oferecem a vacina. Ao longo do dia, unidades básicas de saúde, unidades de referência em saúde e o Pronto Atendimento Municipal (PAM-8) vão funcionar das 8 às 17h para vacinação.

Saiba mais:

Segundo o Ministério da Saúde, a Influenza, também conhecida como Gripe, é uma infecção do sistema respiratório cuja principal complicação são as pneumonias, responsáveis por um grande número de internações hospitalares no país. Os principais sintomas da gripe são febre alta, seguida de dor muscular, dor de gargante, dor de cabeça, coriza e tosse seca. Devido aos sintomas em comum, pode ser confundida com outras viroses respiratórias causadoras de resfriado.

A Influenza pode ser transmitida de forma direta por meio das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao espirrar, ao tossir ou ao falar, ou por meio indireto pelas mãos, que após contato com superfícies recentemente contaminadas por secreções respiratórias de um indivíduo infectado, podem carrear o vírus diretamente para a boca, nariz e olhos. Como vírus ou bactérias vivem por 2 a 8 horas em superfícies, lavar as mãos com frequência ajuda a reduzir as chances de se contaminar.

O tratamento dos sintomas da influenza sem complicações deve ser realizado com medicação, hidratação, antitérmico, alimentação leve e repouso. Nos casos com complicações graves, são necessárias medidas de suporte intensivo.

Para redução do risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias, especialmente as de grande infectividade, como vírus Influenza, orienta-se que sejam adotadas medidas gerais de prevenção, chamadas de “etiqueta respiratória”, tais como:
– Frequente lavagem e higienização das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento;
– Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
– Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
– Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
– Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
– Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
– Manter os ambientes bem ventilados;
– Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe;
– Indivíduos que apresentem sintomas de gripe devem:
– Evitar sair de casa em período de transmissão da doença (até 7 dias após o início dos sintomas);
– Restringir ambiente de trabalho para evitar disseminação;
– Evitar aglomerações e ambientes fechados, procurando manter os ambientes ventilados;
– Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos;

O serviço de saúde deve ser procurado imediatamente caso apresente algum desses sintomas: dificuldade para respirar, lábios com coloração azulada ou roxeada, dor ou pressão abdominal ou no peito, tontura ou vertigem, vomito persistente, convulsão.

Conforme o Ministério da Saúde, a vacina influenza ofertada no SUS é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e produzida no Brasil pelo Instituto Butatan em parceria com o laboratório privado Sanofi Pasteur. Por exemplo, durante a campanha de 2016, a vacina utilizada foi a trivalente, que protege contra os tipos de vírus A (H1N1), A(H3N2) e Influenza B, que são os de maior importância epidemiológica, de acordo com a própria OMS.

Texto: Ivan Júnior/ Edição-Revisão: Fábio Medeiros / Foto: Divulgação SMS