A secretaria municipal de Saúde vai realizar capacitação e educação continuada sob o tema Saúde mental na atenção básica voltada aos médicos clínicos e de família de todas as unidades básicas de saúde do município. A iniciativa visa dar mais agilidade aos diagnósticos, medicação e encaminhamentos adequados nos tratamentos de saúde mental. O curso inicia no dia 07 de maio com palestra do médico psiquiatra especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) Leonardo Broilo, que tratará do tema Diagnóstico em Saúde Mental e Psicofarmacologia. O processo de educação continuada em saúde mental está estruturado em cinco eixos temáticos, desenvolvidos por médicos especialistas do CAIS mental: diagnóstico em saúde mental e psicofarmacologia; bipolaridade; transtornos de ansiedade; esquizofrenia; depressão e prevenção ao suicídio. Posteriormente, após a primeira etapa com os médicos, serão integrados na capacitação profissionais de enfermagem, agentes comunitários de saúde e outros trabalhadores da área.

A capacitação contará com palestras de outros médicos psiquatras especialistas da ABP, como André Busato, que tratará de Bipolaridade e Transtornos de Ansiedade; Rodrigo Grillo, que falará sobre Esquizofrenia e Depressão e prevenção ao suicídio.

Entre os objetivos e metas da capacitação estão: capacitar os médicos da atenção primária para o diagnóstico e atendimento de quadros de saúde mental de baixa complexidade; mensurar e ampliar o acesso à saúde mental; promover educação continuada em saúde mental no município a fim de ampliar o cuidado na atenção primária e promover a integralidade preconizada pelo Sus; mobilizar e subsidiar os profissionais da atenção primária frente às questões de saúde mental a fim de estabelecer cuidados compartilhados em rede; ofertar capacitações de forma sistemática em saúde mental para apoiar e qualificar os profissionais no atendimento de baixa complexidade às pessoas com transtornos mentais; apoiar a estratégia de saúde da família para que seja fortalecido o cuidado prestado aos usuários em seus territórios; estimular e organizar a construção de instrumentos estatísticos do cuidado em saúde mental para subsidiar a construção de novos projetos de intervenção; organizar em rede os fluxos de saúde mental no município a fim de oferecer acesso com equidade.