PALAVRAS –CHAVE: Práticas Pedagógicas – Jogos – Laboratório de Aprendizagem

JUSTIFICATIVA:

Este relato tem por finalidade mostrar as práticas pedagógicas através dos jogos,de um fazer diferente, de ajudar o aluno à superação das dificuldades, o enfrentamento de obstáculos.

RELATO:

O Laboratório de Aprendizagem é um espaço de atendimento educacional especializado para alunos que ao longo de sua aprendizagem apresentam alguma necessidade educacional especial, que interfira nos processos de aprendizagem e/ou no desempenho escolar.

Por meio de estratégias de aprendizagem diferenciadas com ênfase no lúdico, o professor que atua neste espaço realiza atividades e vivências que visam desenvolver o potencial de todos os alunos, a sua participação e aprendizagem.

Onde o planejamento visa estabelecer os jogos para as construções e o que é preciso enfatizar em relação às dificuldades de aprendizagem de cada aluno.

O Laboratório de Aprendizagem não é um lugar de jogar e brincar sem saber exatamente porque se está jogando, nem é um reforço pedagógico ou uma repetição de atividades realizadas em aula, tão pouco um lugar de fazer temas. Diferencia-se também da proposta dos Laboratórios de Aprendizagem, cujo foco é a aprendizagem, atuando mais diretamente com sujeito da aprendizagem e/ou com o sujeito e sua aprendizagem. (SOUZA; SILVA, 2009).

O jogo em seu sentido integral é o mais eficiente meio de estimular inteligências,pois com seu estímulo e aplicado adequadamente, desenvolve habilidades e estas, sim, conduzem a aprendizagens significativas.

Os jogos pedagógicos são nossos aliados com a intenção explícita de provocar uma aprendizagem significativa, estimular a construção de um novo.
A utilização dos jogos nos permite perceber o nível de conhecimentos gerais dos alunos. Além disso, é possível trabalhar também o estímulo da leitura de forma clara,da matemática e um universo de atividades.” Os jogos têm um imenso valor educacional” Jean Piaget

A prática pedagógica, do ponto de vista de Piaget, tem caráter investigativo, pois para ele, o indivíduo, sempre é capaz de aprender o novo a partir da prática experimental num processo de evolução mental, nesse sentido a oportunização do lúdico contribui de forma efetiva na aprendizagem.
O jogo é importante para o desenvolvimento infantil, porque propicia a descentração, ou aquisição de regras, a expressão do imaginário e a apropriação do conhecimento. KISHIMOTO, 1994.

O Jogo pedagógico é uma atividade intencional, didaticamente planejada e adaptada a situações de aprendizagem. Seu uso tem-se mostrado eficiente na prática da pedagogia com alunos de diferentes faixas etárias.

Os jogos são tipos de atividades que podem ser praticadas em todas as disciplinas, de diversas maneiras,facilitando a aprendizagem,desenvolvendo a originalidade,a criatividade dos alunos,enriquecendo e vivenciando fatos.

A ludicidade tem um grande papel no desenvolvimento cognitivo e social da criança. Enquanto as crianças brincam, elas se desenvolvem e se socializam. Descobrindo assim o seu verdadeiro papel na sociedade através do brinquedo, favorecendo também a aprendizagem da leitura e da escrita. Para esses estudiosos, as relações entre desenvolvimento e aprendizagem, resgatam a importância dos jogos e brincadeiras na formação da inteligência, tendo como papel do educador, articular esses processos, orientando, mediando e propondo desafios às crianças, proporcionando sempre o aguçar da curiosidade, criatividade e instigando a discussão, bem como o raciocínio das crianças.

O jogo e o brincar são características basilares deste atendimento, pois, aprender é passar da não posse a posse, é apropriar-se em autoria. É ser capaz de assumir suas limitações e ultrapassá-las. É ser capaz de saberes práticos, constituintes de espaços de produção de aprendizagem.

Ao brincar a criança desenvolve sua linguagem, ao se comunicar com a outra criança, dessa maneira ela passa a entender o mundo e a desenvolver seu conhecimento, por tanto precisamos colocar a brincadeira como nossa parceira na educação para que a aprendizagem seja mais prazerosa. O lúdico como ferramenta facilita o trabalho do educador no processo de desenvolvimento do conhecimento, além de valorizar a criatividade da criança. Para que as crianças tenham uma vivência lúdica, o educador precisa se utilizar mais vezes dessa ferramenta em suas atividades didático-pedagógicas, pois ao observar o conteúdo cultural das brincadeiras, ele pode aproveitar os interesses demonstrados pelas crianças e desenvolver outras atividades. O educador precisa planejar essas atividades e principalmente gostar do que faz, pois só assim se trabalha com amor. O objetivo do jogo deve ter qualidade e o educador deve estar atento às fases do desenvolvimento físico, psicológico e cognitivo de seus educando, para que a ação planejada naquela atividade tenha coerência, é preciso estar claro o porquê utilizar aquele jogo ou brincadeira na sala de aula.

Para Vygotsky, o uso dos jogos proporciona ambientes desafiadores, capazes de “estimular o intelecto” proporcionando a conquista de estágios mais avançados de raciocínio. Jogos ao processo de ensino, são uma excelente oportunidade de aprendizagem, além de propiciar as crianças desenvolvimento físico, motor, intelectual, psicológico, aprimorar as habilidades sociais, a interação e o raciocínio.
Piaget afirma que “os jogos são admiráveis instituições sociais” porque ao jogar as crianças desenvolvem suas habilidades sociais e criam um relacionamento grupal. O relacionamento social desenvolve-se na vivência de situações estratégicas de liderança e cooperação, onde a criança começa a perceber quais seus limites e os limites dos outros.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Kishimoto, T.M. (1999). Jogo, brinquedo e educação.São Paulo: Cortez.

ALVES, Rubem. Conversas com quem gosta de ensinar. São Paulo, Cortez, 1981.

GADOTTI, Moacir. Boniteza de um sonho: ensinar e aprender com sentido. Novo Hamburgo: Feevale, 2003.

SANTOS, Santa Marli Pires. A ludicidade como ciência. Petrópolis: Vozes, 2001.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa.São Paulo, Paz e Terra, 1997.


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