O Plano Metropolitano de Prevenção contra as Cheias foi entregue a representantes das prefeituras da Região Metropolitana no dia 18, em solenidade realizada no Palácio Piratini.
Neste ato o Município de Alvorada, foi representado pelos Secretários Municipais de Governo e Gabinete, Paulo Ramos, e de Desenvolvimento Econômico, Newton Zanino.
O prefeito de Alvorada, José Arno Appolo do Amaral, ressalta a importância da obra para a cidade e região metropolitana. “Esta é uma obra de grande porte, dividida em etapas de curto, médio e longo prazo que vai dar uma tranquilidade aos cidadãos atingidos pelas cheias. Somente com o apoio do Governo do Estado e da União conseguiremos evitar danos maiores além de proteger mais de 5.700 famílias da região”, salientou o prefeito.

SAIBA MAIS
O plano se concentra em quatro grandes áreas, historicamente afetadas por cheias: Bacia do Rio Gravataí, Bacia do Rio dos Sinos, Sub-bacia do Arroio Feijó e Delta do Jacuí. Os estudos da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan) foram feitos e duraram três anos e apresentam alternativas, com seus respectivos custos, para reduzir os efeitos dos desastres naturais.

Os mapeamentos foram possíveis porque o governo estadual buscou recursos junto à Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, do Ministério das Cidades. Até agora, foram investidos cerca de R$ 17 milhões de um total de R$ 258 milhões. As verbas serão utilizadas conforme o andamento das próximas etapas, que já seriam de intervenção estrutural, mas que ainda não têm data definida para começar. Neste momento, as informações vão servir, por exemplo, para saber onde pode e não pode haver expansão urbana, loteamentos, obras de contenção e construção de diques.

Segundo o superintendente da Metroplan, Pedro Bisch Neto, é uma importante ferramenta para que o estado e os municípios se preparem para prevenir catástrofes. “Mostram as zonas de alagamento, a frequência e a intensidade das enchentes, as áreas que precisam ser preservadas para evitar danos ao patrimônio e, principalmente, às pessoas. E o mais importante é que, pela primeira vez, estamos dizendo qual é o custo de não fazer nada. Calculamos que, se nada for feito, o prejuízo chegará a R$ 5 bilhões na Bacia do Gravataí e a R$ 7 bilhões na Bacia dos Sinos nos próximos 30 anos. As obras que estamos sugerindo custam muito menos do que isso”, explicou Bisch Neto.

Durante os três anos de estudos, houve mais de 160 reuniões com as prefeituras das cidades impactadas. Para chegar ao diagnóstico, foram usadas técnicas como o aerofotogramétrico (sequência de fotos aéreas para fins de mapeamento) e o levantamento topobatimétrico (que avalia a profundidade dos cursos d’água).

Texto: Fábio Medeiros / Fonte: Palácio Piratini

 

Texto: Fábio Medeiros/Fonte: Palácio Piratini