O CAIS Mental de Alvorada, situado no PAM-8, na Parada 48, tem servido como grande ajuda à comunidade alvoradense. Pessoas que sofrem de ansiedade, depressão, bipolaridade, esquizofrenia e outros problemas têm recebido o auxílio de profissionais da saúde para a recuperação.

O médico Rodrigo Grilo, de 40 anos, que trabalha há uma década no local destaca: “A maioria chega ao consultório muito debilitada mas, felizmente, com a ajuda dos atendimentos, do acompanhamento e dos medicamentos, cerca de 90% deles consegue melhorar e retomar a vida”. Segundo o médico, os casos mais comuns são de mulheres que alegam depressão: “A maioria dos pacientes são do sexo feminino, de 35 a 50 anos, alegando depressão e ansiedade. O fator genético e a questão como perda de emprego, problemas conjugais, influenciam para a doença”, conclui.

O auxiliar de açougue Jones da Silva, 39 anos, acompanha a esposa, diagnosticada com esquizofrenia, desde 2002 no CAISM. “Ela sempre conviveu com a esquizofrenia, mas após o nascimento dos nosso filhos ela começou a ter crises de depressão sérias”, conta Jones. Sobre o atendimento no CAISM, o auxiliar de açougue elogia : “O atendimento é muito bom. Sempre que venho acompanhar minha esposa somos muito bem tratados”. A esquizofrenia é uma doença mental crônica que acaba fazendo com que a pessoa perca contato com a realidade através de alucinações e delírios, além de fechar-se para o ambiente em que convive.

A paciente J.M.M, de 26 anos, possui transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e depressão, mas graças ao atendimento do Cais Mental ela confia na melhora em seu quadro médico: “Eu descobri que possuía TOC e depressão há uns três anos, quando edesconfiava que sofresse de síndrome do pânico. Não tenho do que me queixar do atendimento. Aqui não preciso madrugar na fila para poder marcar consultas dos próximos meses e sou muito bem atendida”, conta.