O Governo do Estado do Rio Grande do Sul emitiu uma nota sobre o surto de febre amarela que atinge a região sudeste do Brasil. No documento, a Secretaria de Saúde alerta que a população não deve promover agressões aos bugios e macacos-prego, pois os primatas não são transmissores da doença, e sim sentinelas. Ou seja, a mortalidade destes animais ajuda os órgãos de saúde responsáveis a prevenir e combater a doença.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Alvorada informa que não há registro de febre amarela no município. A SMS está disponibilizando a vacina para a população. A imunização é oferecida no Pronto Atendimento Municipal (PAM-8) e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Referência de Saúde (URS).

Confira a nota na íntegra:

“CENTRO ESTADUAL DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE
VIGILÂNCIA AMBIENTAL EM SAÚDE

ESCLARECIMENTOS SOBRE FEBRE AMARELA

A febre amarela é uma doença causada por um vírus transmitido por
mosquitos. Os mosquitos são reservatórios do vírus na natureza.
No Rio Grande do Sul (RS), o vírus é transmitido por Haemagogus
leucocelaenus, espécie nativa, amplamente distribuída em ambientes
silvestres.

A febre amarela é um doença que afeta os animais e o Homem, que tem
em seu ciclo silvestre, os macacos como principais animais afetados. No RS
existem 03 espécies de macacos: macaco-prego (Sapajus sp.), bugio-preto
(Alouatta caraya) e bugio-ruivo (Alouatta guariba clamitans). As espécies de
bugios são mais sensíveis ao vírus amarílico causando grande mortalidade
destes animais.

Todas as espécies de macacos são SENTINELAS da circulação do vírus
causador da febre amarela, ou seja, a mortalidade destes animais (epizootias)
pode indicar a presença do vírus em uma determinada região, fazendo com
que se inicie a vacinação das pessoas antes que ocorram casos humanos da
doença.

Cabe salientar que a última detecção do vírus causador da febre
amarela no RS foi no ano de 2009, sendo que bugios desempenharam
importante papel na detecção da circulação viral, antes do adoecimento das
pessoas.

Portanto, a preservação dos macacos afeta diretamente na saúde da
população.”

Texto: CCS / Revisão: Celso Dornelles / Imagem: Arquivo CCS