Cláudia de Campos Soares

Professora da rede municipal de Alvorada

A experiência relatada no Encontro de Professores em Alvorada/ 2016 acontece na EMEF Almira Feijó, com alunos do Pré ao 5° Ano. Realizamos a atividade desde 2014 e sempre buscando adequações ao atendimento dentro dos Projetos. Atualmente utilizamos 2 horas no atendimento de 6 turmas semanalmente. No turno da manhã participam 302 alunos.

É possível afirmar que atuar no Projeto de Matemática, foi um desafio e uma expansão de práticas já desenvolvidas com as turmas nas quais venho lecionando. Fundamental, no exercício das atividades pedagógicas foram as minhas próprias limitações com relação aos fatos matemáticos. Pois identificar e reconhecer medos e receios, foi um facilitador na abordagem que decidi adotar junto aos alunos. Coloco-me solidária com os alunos, nos temores reais ou imaginários que possam ter construído durante seus estudos de matemática, pois vivenciei as mesmas dificuldades durante a minha vida escolar. A aproximação do professor com aluno; sem a rigidez da figura de que um é o total detentor do saber e o outro nada sabe, estabelece uma cumplicidade afetiva entre eles possibilitando a troca de diferentes saberes. Sabemos que todos possuem potencialidades e fragilidades e, por vezes passamos a ideia aos alunos que temos poder e saber infinitos, sem o entendimento das dificuldades que eles sentem e os paralisam na ação matemática. Criar vínculos que permitam ao aluno perceber o Professor como um agente em construção, abre uma perspectiva para o aluno acreditar nas suas potencialidades e capacidade em superar as dificuldades.

O Projeto de Matemática, não é uma aula de reforço como inicialmente pode se pensar. Ele não se configura como um momento de recuperação de conteúdos, mas de maneira mais sutil, por vezes imperceptível, que permita aos alunos reconstruírem seus passos, repensando conceitos e interligando informações já trabalhadas ao longo dos anos. É muito forte a atitude do educando rejeitar, não associar conteúdos desenvolvidos anteriormente como continuidade ao novo que se agrega ao seu currículo. Com abordagens nem sempre com material concreto, mas através de debate, diálogo e questionamentos realizamos avanços matemáticos, que viabilizam crescimento nas estratégias por eles adotadas. Como foi citado por Schneider, em artigo Matemática: O Processo de Ensino Aprendizagem.
Para o professor deflagrar ideias na cabeça do aluno, ele precisa apresentar situações–problemas instigantes, levantar questionamentos que induzam o aluno a pensar. Nunca dando a

A intenção é trazer ao Projeto de Matemática a ideia de orientar, não ensinar. Orientar o alinhamento dos conteúdos que são trabalhados num viés mais investigativo e exploratório no qual o aluno seja capaz de avaliar o potencial de suas estratégias, a reconstrução de seus passos verificando seus equívocos e acertos. Compreender que a superação dos medos e a alegria de saborear a magia existente nos cálculos, nas operações matemáticas e todos os demais conceitos matemáticos envolvidos; será através do conhecimento.
Bibliografia
Schneider,Clarice Lúcia. Matemática: O Processo de Ensino Aprendizagem. Disponível em: http://www.somatematica.com.br/artigos/a32/. Acessado em: nov.2016.

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