
A Secretaria de Saúde está realizando a retirada das ovitrampas instaladas nos bairros Maringá e Formosa como parte do monitoramento do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Antes, o acompanhamento era feito principalmente pelo LIRAa (Levantamento Rápido de Índices de Infestação por Aedes aegypti), em que os agentes de endemias visitavam casa por casa, coletavam larvas e encaminhavam ao laboratório para análise. Agora, a ação do LIRAa segue em conjunto com a utilização das ovitrampas, tornando o processo mais ágil, detalhado e eficiente.
As ovitrampas são pequenas armadilhas instaladas nas residências. O equipamento deve ser colocado em local coberto, protegido da chuva e a aproximadamente um metro e meio de altura, evitando que animais de estimação virem o recipiente ou utilizem a água para beber.
Na armadilha, é colocado um pouco de água com levedo de cerveja, que funciona como atrativo para o mosquito. A fêmea do Aedes aegypti, atraída pelo odor, deposita seus ovos em uma paleta presente no recipiente. Após cinco dias, os agentes recolhem a armadilha, retiram a paleta e realizam a contagem dos ovos. Dessa forma, é possível identificar a presença do mosquito e medir o nível de infestação em cada área monitorada.
O secretário de Saúde, Jacson Renato, destacou que a participação da população é decisiva para o sucesso da iniciativa. “Essa é uma inovação importante para o nosso município, mas para o trabalho funcionar precisamos do apoio da comunidade. É fundamental receber bem os agentes e permitir a instalação das armadilhas, porque essa colaboração é decisiva para protegermos os alvoradenses”, explicou.
Já o coordenador da Vigilância Ambiental, Wagner Silva, explica que o novo método traz mais precisão e agilidade no trabalho. “Esse método é eficiente e confiável, além disso, a contagem dos ovos nos dá um diagnóstico mais detalhado da situação e nos ajuda a planejar as próximas ações”, finalizou.
Até o momento, 50 residências já receberam as armadilhas. A retirada das ovitrampas acontece conforme o cronograma de bairros elaborado pela Secretaria de Saúde, permitindo atualizar constantemente os índices de infestação e direcionar as ações de combate ao mosquito.



